Apresentação e Prova de Vinhos da Quinta das Bágeiras

No passado dia 17 de junho de 2017, no Wine Bar, cafetaria e loja de produtos Gourmet, de nome, Amor Lusitano, em Tomar, decorreu uma nova prova de vinhos.

Desta vez,  tivemos a presença, de uma das casas míticas da região da Bairrada, a 20170617_202311Quinta das Bágeiras.

O evento foi muito valorizado, pela presença do produtor, Mário Sérgio Nuno, que fez questão, de nos trazer os mais recentes vinhos, do portfólio  da sua casa.

Mário Sérgio, um comunicador nato, à medida que nos apresentou os seus vinhos, falou do seu projeto iniciado em 1989, fruto da tradição familiar de três gerações, ainda que  sem marca própria.

Mário Sérgio, contou apaixonadamente, que os seus vinhos são produzidos através de métodos tradicionais. As uvas são colhidas manualmente,  os tintos são elaborados em lagares sem leveduras adicionadas, e os espumantes não têm açúcar residual, ainda que a lei permita a adição até 15 gramas por litro nos espumantes Brutos, daí poderem ser nomeados de “bruto natural”, como o próprio explicou.

A isto, acresce o facto de ser um defensor do “Terroir” da Bairrada e da casta Baga, como estrela principal nesse palco, uma das grandes castas portuguesas e que, infelizmente, tem sido, ao longo dos tempo tão incompreendida.

A estratégia da casa, é posicionar-se no mercado, apostando no longo e feliz casamento do “terroir” da Bairrada,  com a casta Baga, que confere uma identidade única aos seus “néctares”. Mário Sérgio garantiu que não alterará esta estratégia, enquanto conseguir, que o mercado absorva os seus vinhos, até porque a aposta é não é a quantidade, mas sim produzir com qualidade.

Mário Sérgio, foi  apresentando o Quinta das Bágeiras, Rosé, bruto natural 2015, o Avô Fausto, branco 2015, o Quinta das Bágeiras,  Garrafeira, branco 2015, o Pai Abel, branco 2015, o Avô Fausto, tinto 2013 e o Quinta das Bágeiras, Garrafeira, tinto 2013. Pelo meio foi introduzindo informações sobre os vinhos, histórias caricatas e até as sua última viagem à região de “champagne”.

Os brancos denotaram frescura, intensidade e prometeram um grande potencial de guarda.20170617_202016

Os tintos, demonstraram corpo e profundidade, os taninos bem presentes e uma complexidade desconcertante. Ainda que, o “Avô Fausto” tinto 2013, tenha um perfil ligeiramente diferente, mais aberto e com menos taninos.

Ficámos conscientes, que na Quinta das Bágeiras, elaboram-se dos melhores vinhos da Bairrada e de Portugal, respiram personalidade, vinhos de “terroir”, com uma identidade única e com grande capacidade de envelhecimento, como nos disse Mário Sérgio, “a diferença de um bom vinho para um um grande vinho, é que este daqui a muitos anos continuará, a demonstrar toda a sua qualidade e a evoluir”. Ficámos convencidos, que estamos perante, “grandes vinhos” para o momento e para a cave. Garantidamente, vinhos carregados de genuinidade, para nos acompanharem ao longo de muitos anos, para evoluírem e polirem com a idade, companheiros da nossa evolução, esperamos.

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Estes vinhos, podem ser consumidos ou comprados no Wine Bar – Amor Lusitano, em Tomar.

João Alves ©

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Apresentação e prova de Vinhos da Quinta da Alorna

Foi em ambiente descontraído, no passado dia 20 de maio de 2017, no Wine Bar, cafetaria e loja de produtos Gourmet, de nome, Amor Lusitano, em Tomar, que a dinâmica e muito competente Eng.ª Verónica Oliveira, enóloga da Quinta da Alorna, apresentou alguns vinhos do excelente portfólio desta famosa quinta do ribatejo.

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A prova iniciou-se com o Quinta da Alorna, rosé 2016, da casta Touriga Nacional. Este vinho mostrou um perfil “fácil”, a sentir-se bem a presença da touriga, um vinho para o verão, que será certamente um ótimo companheiro à mesa, imaginei-o a acompanhar uma salada ou um prato de sushi.

Notas de prova:

No nariz, revelou aromas a fruta vermelha. Na boca, notas suaves a framboesa preta,  mostrando suavidade no final.

Seguiu-se um vinho branco, o Quinta da Alorna reserva 2016, composto pelo casamento de duas castas, a “nossa” arinto e a “mundial” chardonnay. Uma boa opção para pratos de peixe, possuindo ainda, uma ótima relação preço/qualidade.

Notas de prova:

No nariz, mostrou aromas a frutos tropicais especialmente a ananás. Um vinho equilibrado, por um lado pela frescura e acidez do arinto, por outro lado pela untuosidade e complexidade do chardonnay. O final revelou-se longo e com notas amadeiradas.

De seguida e ainda nos brancos, o muito esperado topo de gama da casa, o Marquesa da Alorna, Grande Reserva 2014, elaborado com as melhores castas do respetivo ano, produzidas na quinta, sendo que as mesmas são um segredo bem guardado. Revelou-se um branco ambicioso e muito gastronómico.

Notas de Prova:

A prova, revelou no nariz, aromas a frutos tropicais. Na boca, o vinho mostrou equilíbrio na acidez, a madeira pareceu bem integrada, muito boa estrutura e um final excepcionalmente longo.

Entretanto, entrámos no mundo dos tintos, através do Quinta da Alorna, Tinto reserva 2012, um vinho elaborado a partir da união de duas castas, a francesa Cabernet Sauvignon e a portuguesa Touriga Nacional. Considerando que, estávamos perante um 2012, concluo que, ainda poderá a evoluir. Na minha opinião, este vinho tem um excecional preço qualidade.

Notas de Prova:

Os aromas que sobressaíram, foram os da fruta preta, os das amoras, emergindo ainda leves notas a especiarias. Na boca, mostrou-se um vinho com uma boa estrutura, com os taninos redondos, um final persistente e equilibrado.

Para finalizar os tintos, conhecemos o Marquesa da Alorna, Tinto Grande Reserva 2013, com a escolha das castas feita da mesma forma que o branco da mesma gama.

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Notas de Prova:

Este vinho mostrou um aroma a fruta vermelha e um ligeiro toque floral. Na boca, os taninos mostraram-se intensos, demonstrou muito corpo e vigor, bem estruturado, a pedir mais tempo de cave.

Um grande vinho, a um preço simpático, atendendo à gama a que um “néctar” destes pode e deve aspirar.

Para finalizar, um inigualável Colheita Tardia tinto 2013, da casta tinta miúda.

Notas de Prova:

No nariz, surgiram notas a compota de morango e hortelã. Na boca, revelou volume e uma estrutura equilibrada pela doçura natural e acidez. O final de boca revelou-se longo e persistente. Um ótimo vinho de sobremesa.

No cômputo geral, fiquei muito agradado com o que a famosa Quinta da Região do Tejo, nos apresentou, achei interessante o “Colheita Tardia” tinto, ainda para mais possui um fator diferenciador da generalidade dos colheitas tardias, que é a côr. Os grandes Reservas, são indubitavelmente vinhos de excelência, mostrando todo o potencial vitivinícola deste “terroir”.

Pretendo ainda deixar uma nota sobre um pormenor dos reservas. Parece-me existir, uma ambição de internacionalizar a marca, ao fazer “casamentos” entre uma casta portuguesa e uma casta internacional. O objetivo poderá ser, mostrar todo o potencial dos nossos vinhos, usando a “publicidade” das castas mais conhecidas a nível mundial, acrescentando o fator diferenciador das nossas castas. É uma estratégia inteligente, para atrair consumidores estrangeiros nos mercados internacionais. Ainda assim, prefiro uma aposta, mais arrojada, nas castas nacionais e no nosso “terroir”, para mostrar ao mundo toda a nossa identidade e capacidade de produzir vinhos diferentes e de excepcional qualidade.

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Despeço-me, com um agradecimento muito especial ao meu amigo Luís Sousa Bibi, proprietário do Espaço, por organizar este belíssimo evento, prometendo em breve, um post exclusivo sobre o Amor Lusitano.

João Alves ©