Apresentação e prova de Vinhos da Quinta da Alorna

Foi em ambiente descontraído, no passado dia 20 de maio de 2017, no Wine Bar, cafetaria e loja de produtos Gourmet, de nome, Amor Lusitano, em Tomar, que a dinâmica e muito competente Eng.ª Verónica Oliveira, enóloga da Quinta da Alorna, apresentou alguns vinhos do excelente portfólio desta famosa quinta do ribatejo.

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A prova iniciou-se com o Quinta da Alorna, rosé 2016, da casta Touriga Nacional. Este vinho mostrou um perfil “fácil”, a sentir-se bem a presença da touriga, um vinho para o verão, que será certamente um ótimo companheiro à mesa, imaginei-o a acompanhar uma salada ou um prato de sushi.

Notas de prova:

No nariz, revelou aromas a fruta vermelha. Na boca, notas suaves a framboesa preta,  mostrando suavidade no final.

Seguiu-se um vinho branco, o Quinta da Alorna reserva 2016, composto pelo casamento de duas castas, a “nossa” arinto e a “mundial” chardonnay. Uma boa opção para pratos de peixe, possuindo ainda, uma ótima relação preço/qualidade.

Notas de prova:

No nariz, mostrou aromas a frutos tropicais especialmente a ananás. Um vinho equilibrado, por um lado pela frescura e acidez do arinto, por outro lado pela untuosidade e complexidade do chardonnay. O final revelou-se longo e com notas amadeiradas.

De seguida e ainda nos brancos, o muito esperado topo de gama da casa, o Marquesa da Alorna, Grande Reserva 2014, elaborado com as melhores castas do respetivo ano, produzidas na quinta, sendo que as mesmas são um segredo bem guardado. Revelou-se um branco ambicioso e muito gastronómico.

Notas de Prova:

A prova, revelou no nariz, aromas a frutos tropicais. Na boca, o vinho mostrou equilíbrio na acidez, a madeira pareceu bem integrada, muito boa estrutura e um final excepcionalmente longo.

Entretanto, entrámos no mundo dos tintos, através do Quinta da Alorna, Tinto reserva 2012, um vinho elaborado a partir da união de duas castas, a francesa Cabernet Sauvignon e a portuguesa Touriga Nacional. Considerando que, estávamos perante um 2012, concluo que, ainda poderá a evoluir. Na minha opinião, este vinho tem um excecional preço qualidade.

Notas de Prova:

Os aromas que sobressaíram, foram os da fruta preta, os das amoras, emergindo ainda leves notas a especiarias. Na boca, mostrou-se um vinho com uma boa estrutura, com os taninos redondos, um final persistente e equilibrado.

Para finalizar os tintos, conhecemos o Marquesa da Alorna, Tinto Grande Reserva 2013, com a escolha das castas feita da mesma forma que o branco da mesma gama.

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Notas de Prova:

Este vinho mostrou um aroma a fruta vermelha e um ligeiro toque floral. Na boca, os taninos mostraram-se intensos, demonstrou muito corpo e vigor, bem estruturado, a pedir mais tempo de cave.

Um grande vinho, a um preço simpático, atendendo à gama a que um “néctar” destes pode e deve aspirar.

Para finalizar, um inigualável Colheita Tardia tinto 2013, da casta tinta miúda.

Notas de Prova:

No nariz, surgiram notas a compota de morango e hortelã. Na boca, revelou volume e uma estrutura equilibrada pela doçura natural e acidez. O final de boca revelou-se longo e persistente. Um ótimo vinho de sobremesa.

No cômputo geral, fiquei muito agradado com o que a famosa Quinta da Região do Tejo, nos apresentou, achei interessante o “Colheita Tardia” tinto, ainda para mais possui um fator diferenciador da generalidade dos colheitas tardias, que é a côr. Os grandes Reservas, são indubitavelmente vinhos de excelência, mostrando todo o potencial vitivinícola deste “terroir”.

Pretendo ainda deixar uma nota sobre um pormenor dos reservas. Parece-me existir, uma ambição de internacionalizar a marca, ao fazer “casamentos” entre uma casta portuguesa e uma casta internacional. O objetivo poderá ser, mostrar todo o potencial dos nossos vinhos, usando a “publicidade” das castas mais conhecidas a nível mundial, acrescentando o fator diferenciador das nossas castas. É uma estratégia inteligente, para atrair consumidores estrangeiros nos mercados internacionais. Ainda assim, prefiro uma aposta, mais arrojada, nas castas nacionais e no nosso “terroir”, para mostrar ao mundo toda a nossa identidade e capacidade de produzir vinhos diferentes e de excepcional qualidade.

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Despeço-me, com um agradecimento muito especial ao meu amigo Luís Sousa Bibi, proprietário do Espaço, por organizar este belíssimo evento, prometendo em breve, um post exclusivo sobre o Amor Lusitano.

João Alves ©

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